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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Festa Junina: um cristão protestante pode participar?

Festa Junina: um cristão protestante pode participar?
Meditemos: pode o cristão protestante participar das comemorações alusivas à festa junina? Bem, creio que uma pessoa cristã protestante não deve participar das chamadas festas juninas ou “festa dos santos populares”.

Este último nome exprime tudo. A partir do ensino das Escrituras Sagradas os cristãos protestantes não celebram, homenageiam, louvam, cultuam, exaltam ou adoram seus conservos (Cl 4.7), mas unicamente a Deus. Nem mesmo anjos merecem esse tipo de veneração (Ap 19.10; Ap 22.9). Esta comemoração é cristã romana e não envolve o protestantismo. É celebrada por católicos romanos e não por cristãos protestantes. É cultura? Sim, porém, romanizada. A mistura, o sincretismo religioso, é perigoso e danoso.

Comemorada em muitas partes do mundo, tal festa aparentemente pagã foi cristianizada na Idade Média aplicada a São João, por isso, Festa de São João (festejado em 24/06). O conceito cristão romano incorporou ainda São Pedro, São Paulo (ambos celebrados em 29/06, festa litúrgica também chamada “Solenidade dos Santos Pedro e Paulo”) e Santo Antônio (comemorado em 13/06).

A veneração de santos é parte fundamental da teologia católica romana. Protestantes não veneram ou preiteiam santos. Fogem da idolatria disfarçada de homenagem. Seguem os mandamentos de Deus em Ex 20.3-5: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.

A festa junina remete a teologia romana dos santos. Protestantes enaltecem Cristo como o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5). Como ensinou o Mestre em Lc 4.8, “está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto”.

O próprio homenageado nas festas juninas, o conservo Paulo, ao abordar a mistura entre os cristãos de Corinto e as festas pagãs celebradas a outros ídolos, ensinou: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (I Co 10.19-22).

Pense! O secularismo tem sido o responsável pela minimização da não-participação de evangélicos nesse “lazer” e/ou pelos chamados “arraiais gospel”. Se é lazer, é desdourado pela teologia romana. Se é “estratégia” não é coerente com o ensino bíblico.

No ambiente familiar os pais devem orientar os filhos sobre o significado desta Festa. Como Protestantes, devem ensinar e não permitir a participação ou participarem desta festa cultural romana. É verdade que as festas juninas pós-modernas não enfatizam tanto a veneração aos santos como antes, todavia, não é mentira que a festa é destinada a venerá-los. Cristãos Protestantes devem fugir destes festejos.

E uma festa caipira? Bom, realizar esta festa nesse tempo criará uma associação com a festa romana. Cristãos Protestantes precisam ser associados aos valores bíblicos eternos e não a festas romanas universais. O ideal é que a festa caipira, como uma festa temática, aconteça em outros meses do ano. Essa é uma posição moderada, prudente.

Fogueiras, pipoca, pé-de-moleque, danças, bolos de fubá, quebra-queixo, canções, canjicão e outros símbolos foram incorporados a festa romana, mas, em si, não são vedados. São resultado da obra criativa de Deus em nós. Devem ser recebidos com ações de graças (I Tm 4.3-4). O único cuidado necessário é recebê-los fora do Período das festas juninas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vídeos, fotos, shows, e protestos de ativistas gays: Confira tudo que aconteceu na Manifestação Pacífica realizada por Silas Malafaia em Brasília


Vídeos, fotos, shows, e protestos de ativistas gays: Confira tudo que aconteceu na Manifestação Pacífica realizada por Silas Malafaia em Brasília
Anunciada por seu idealizador, o pastor Silas Malafaia, como a maior manifestação desde as Diretas Já, a “Manifestação pela liberdade de expressão, liberdade religiosa e família tradicional” reuniu milhares de evangélicos na tarde dessa quarta feira (05) em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.
O evento contou com a participação de 40 mil manifestantes, de acordo com o comando da Polícia Militar (70 mil, segundo os organizadores), que tinham como objetivo protestar contra a descriminalização do aborto e o casamento gay e pedir liberdade de expressão religiosa.
Um palco montado em frente ao Congresso Nacional reuniu líderes evangélicos, políticos de vários partidos, dentre eles dezenas de parlamentares ligados à bancada evangélica se revezaram para discursar, e também artistas gospel, que fizeram diversos shows que entreteram os milhares de presentes.
Entre as lideranças evangélicas que apoiaram o evento, se destacam R.R. Soares, Márcio Valadão, Edir Macedo, Ronson Rodovalho, Luciano Subirá, José Wellington, Rina, e Valdemiro Santiago. Lideranças católicas como o cardeal Dom Odílio Scherer, considerado um dos principais arcebispos do Brasil, também apoiaram a manifestação.
A maioria dos discursos do evento foi entorno da polêmica sobre o casamento entre casais homoafetivos e os esforços de parlamentares ligados a movimentos sociais de tentar criminalizar a homofobia.
- A sociedade é livre para criticar evangélico, criticar católico, criticar deputado. Agora, se criticar a prática homossexual é homofobia. – declarou o pastor Malafaia, ressaltando que, na opinião dele, “não existe delito de opinião”, segundo o G1.
- Eles nos chamam de fundamentalistas. Fundamentalistas porque defendemos a família, defendemos valores morais, somos contra as drogas. Sabe o que eles são? Os fundamentalistas do lixo moral! Escreve aí que o pastor Silas Malafaia chamou o ativismo gay de fundamentalismo do lixo moral – declarou Malafaia.
Presente no evento, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), afirmou que os críticos do casamento homossexual não lutam contra os gays, e sim “a favor da família”.
- [O evento] é uma resposta aos governantes e a todas as pessoas que chamam de progresso aquilo que não é, que é retrocesso. A família é a base de toda a sociedade. A minha permanência na Comissão de Direitos Humanos é a favor da família. Eu mostrei isso sem xingamento, sem briga, sem nada – afirmou o parlamentar.
Silas Malafaia criticou ainda a tentativa de alguns parlamentares de regulamentar a atividade da imprensa, ato considerado pelo religioso como um atentado à liberdade de expressão. Segundo ele, para calar manifestações como a dele os políticos teriam que “rasgar a Constituição do Brasil”.
- Esses esquerdopatas querem controlar a imprensa. Estão pensando que somos uma Bolívia, uma Venezuela. Aqui não! Aqui é imprensa livre. Os esquerdopatas querem um novo marco regulatório para controlar a imprensa, o Estado e a sociedade. Querem colocar a mão na gente, querem colocar a mão em nós. E ninguém vai nos calar. Para calar a nossa voz, vai ter que rasgar a Constituição do Brasil.
Além dos presentes no local, o evento contou também com apoiadores através das redes sociais. No Twitter, várias pessoas usaram a hashtag #ManifestaçãoPacíficaEmBrasília, para publicar suas impressões sobre o evento.
- #manifestacaopacificaembrasilia eu apoio e oro por uma Igreja diferenciada e reconhecida por seus atos de amor – postou Helena Tannure.
- Que todo joelho se dobre ao poder de Deus sobre esta nação. #ManifestaçãoPacíficaEmBrasília – escreveu a psicóloga cristã Marisa Lobo. Pastores como Luciano Subirá e Antônio Cirilo também postaram a hashtag do evento em seus perfis na rede social, segundo o The Christian Post.
O evento organizado pelas lideranças evangélicas foi marcado também por manifestações contrárias, principalmente de ativistas ligados ao movimento LGBT. Durante a manifestação, um grupo carregando bandeiras do movimento gay gritou palavras de ordem a favor da união homoafetiva e do aborto.
Outro detalhe que marcou o evento foi a presença de ativistas do partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, que aproveitaram a multidão reunida para coletar assinaturas de apoiadores.

Veja vídeos e fotos do evento:

Silas Malafaia discursando:


André Valadão canta “Milagres”
Thalles Roberto canta “Deus da Minha Vida”
Aline Barros canta “Apaixonado”
Aline Barros canta “Ressuscita-me”
Fotos:
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Ativistas do movimento gay marcam presença no evento

Ativistas do movimento gay marcam presença no evento
Por Dan Martins, para o Gospel+